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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Vingança


Eu não quero ouvir suas lágrimas
Mas eu preciso sentir suas palavras
Preciso ver o seu medo
E beber a dor na sua voz

Eu não posso mais mudar as suas escolhas
Minha devoção é obsoleta para você
Eu
não posso mais sorrir
Eu não posso sonhar como antes

O sonho está terminando e destruido
Minha mente não compreende a verdade
Para você eu sou apenas um alguém que se quebrou
Para mim você era como asas

Eu estarei aqui no final
Neste lugar, onde você perdeu a si mesmo
Para mostrar a você o que eu fiz.
Eu não te salvei.

Minha alma é livre na chuva escura
Eu estou envenenando as flores com o meu sangue
Dispersando em torno de você minha dor
Levando comigo a tua alma.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Vagante...

Distante a face no trêmulo cair da noite
Vagando em busca do bando perdido
O silêncio e a escuridão presentes na noite
Tomam de conta o tempo perdido

Disparo ao sabor do vento frio
A frieza que torna a dor mais profunda
No encalço da relva e o correr macio
Fluem na mente as visões que o tempo saúda

Dilacerando nas garras o sabor do medo
Percorro insistente contra o bater do vento
Num mar de agústia que nem o tempo acalma
As dores fluem atravessando a alma

Sentindo o triste sabor da solidão noturna
Encontro o sentido de toda a minha procura
Um elo perdido entre tempo e mente
Que não chegarão a saber quanta dor se sente

No mais profundo raiar de dor
O tempo flui e tira o sabor da cor
Tudo então se torna abstrato
No mundo de emoções que agora trato.

By: Márlon Grégori

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Tormenta.

Não sei se começo escrevendo, pintando, chorando ou lendo.
Sei que me sinto insegura e estranha, como uma pluma levada pelo vento ganancioso.

Não quero ver pessoas, não quero ouvir suas vozes matraqueadas, mas também não quero me sentir ainda mais alheia.

Minha solidão nem sempre é voluntária, mas hoje eu me voluntario a compartilhá-la com você.
Faça-me compania, segure minha mão fria que há tanto não te descreve nada sobre mim.
Eu sei que seu interesse pode não ser genuíno, mas deixe-me gozar dessa ilusão.
Isso me fortalece, me aquece, me faz querer viver até que o dia nasça.

Meus males encontram outras curas, minha dignidade descobre outras formas de se mutilar e a minha compensação é apenas rir... rir sozinha, com tenho feito desde que a tormenta da mudança extrema se abateu sobre minha vida.

Eu escolho minhas tormentas e convivo com elas. Eu só não aguento ser atormentada por tormentas alheias.


É atordoante não ter solução nem remédio para alguns males, e aqui onde estou, acho que a única solução é dormir.
Talvez para sempre.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009


palavras, fragmentos, desejos

Tro

Veja a chuva que cai ao léu porque ele De
Seja ver a bela menina Acor
Dada quando o céu festeja.

Tro
Féu, amargo feito Mor
Te afogo no meu mel, Em
Bebo essencia de sorte em folha de papel, Des
Fruto o doce pálido que não tinge o céu.

Tro
Peço clemencia, Pieda
De toda maravilha em minha Va
Idade toda maltrapilha que Impl
Ora ao mundo: deixe-me voar.

Monique Sampaio

terça-feira, 20 de outubro de 2009

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Idealismo Fatal


Surpreendo-te.
Ao abrir os olhos e expor minhas verdades ocultas.


Arrebato-te.

Quando desenho um sorriso em minha face, tingido de malicia pura.


Apaixono-te.
Se o calor emanado pelo meu corpo dissipa o frio enregelante que te domina.

Mordo-te.

E sugo a essencia destilada pela libido, nesta dança ultra-romântica
Onde as máscaras quebram e a fada etérea nada mais é
Que um vampiro sedento buscando vingança.


Monique Sampaio