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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Inside me.

Seria simples se eu pudesse explicar estes picos de insegurança com os quais eu ñ tenho certeza de poder lidar. Eu apenas faria uma auto avaliaçao e tudo estaria resolvido. Eu ñ sou tao intransigente que ñ conheça meus proprios defeitos, eu só desconheço as causas deles.

Eu tenho a necessidade de ser catalogada pelas pessoas que estao perto de mim. Eu sei que elas podem ajudar. As vezes ouvir sobre você, abre seus olhos pra você mesmo.

O tempo mudou a maior parte das minhas aspiraçoes, tornando fáceis as dificuldades de antes e dificultando as facilidades de outrora. E deixa obsoleta a personalidade anteriormente construida.

A diferença entre o erro e o acerto é nada mais do que o ponto de vista previamente elaborado, alguns dos quais já foram dilacerados pelos ventos do tempo. Este puto tempo que estimula metamorfoses, e te torna intragável aos olhos de si mesmo, te obrigando a buscar os pedaços do seu eu que se espalharam pelo caminho. Tempo que destruiu tua blindagem de cristal, e mostrou pra você o que você nunca achou que existisse em seu interior.

A personalidade forte ñ é invencivel, pasmem, meus caros amigos. Eu mesma se sinto proxima da derrota, o que me deixa muito pronta para questionar as diretrizes da minha forma de viver. Talvez ai esteja a salvaçao. Seres humanos sao adaptaveis, ñ deveria ser tao dificil render-se ao modo de vida da grande massa humana que vaga pela terra, aspira coisas simples e se conforma com o previsivel. Mas eu, como sou, afirmo ser torturante submeter-se a isto.

O tempo refaz os motivos e desfaz os impossiveis. Ele molda em você algo que a antiga forma ñ deixou espaço o suficiente pra você possuir: maturidade.

Talvez eu esteja amadurecendo. Ou talvez eu esteja me perdendo.
E eu ñ sei com que coisa eu me importo mais.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Velhice.


Mocidade é algo transitorio
E essa crua verdade
É um bem contraditório.
Sentirás saudade
Do terno involtório
Da pueril vaidade
Indiscutivel fato simplório.
Varre longe os primórdios da idade
Enrugando um futuro inglório.


domingo, 5 de junho de 2011

Sarjeta



Sensível vejo-me ao espelho

Me toco, me sinto e estremeço
Bela com um sorriso não usual
Terrível como um publico tropeço.

Oculto o rosto, indesejado véu
Exponho o corpo ao teu sexo cruel
Vivo a dor, adocicada como mel
Na sarjeta úmida, me desfaço feito papel.

Aceito ouro pelo rude aluguel
Da minha humanidade
Meu simbólico féu
Sorvido sem fôlegos e com brutalidade

O destino se esmiúça
Meu balé impar se descortina
Em meus olhos aviva e aguça
A canção triste que soa sem rima.

E a mim mesma me vejo na luta
Moldada em aço
Criada em pedra bruta
Pelo torpe sabor do que faço.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Amante Muda



Não sou pura
Tampouco virginal
Sou a alma que cura as dores
Com prazer carnal.

Sou o veneno que interrompe tua castidade bruta
A foice faminta
Célebre e astuta
Que fala e não cala
Sussurra e não se escuta.

Sou eu, eu mesma e ninguém mais.
Sou a verdade da tua vontade
E dos deleites carnais
Sou apenas a mante muda e sem ideais.

O olhar que te desnuda
A boca que te incita
A mão que te procura.
Tua amante faminta.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Vingança


Eu não quero ouvir suas lágrimas
Mas eu preciso sentir suas palavras
Preciso ver o seu medo
E beber a dor na sua voz

Eu não posso mais mudar as suas escolhas
Minha devoção é obsoleta para você
Eu
não posso mais sorrir
Eu não posso sonhar como antes

O sonho está terminando e destruido
Minha mente não compreende a verdade
Para você eu sou apenas um alguém que se quebrou
Para mim você era como asas

Eu estarei aqui no final
Neste lugar, onde você perdeu a si mesmo
Para mostrar a você o que eu fiz.
Eu não te salvei.

Minha alma é livre na chuva escura
Eu estou envenenando as flores com o meu sangue
Dispersando em torno de você minha dor
Levando comigo a tua alma.