Seria simples se eu pudesse explicar estes picos de insegurança com os quais eu ñ tenho certeza de poder lidar. Eu apenas faria uma auto avaliaçao e tudo estaria resolvido. Eu ñ sou tao intransigente que ñ conheça meus proprios defeitos, eu só desconheço as causas deles.
Eu tenho a necessidade de ser catalogada pelas pessoas que estao perto de mim. Eu sei que elas podem ajudar. As vezes ouvir sobre você, abre seus olhos pra você mesmo.
O tempo mudou a maior parte das minhas aspiraçoes, tornando fáceis as dificuldades de antes e dificultando as facilidades de outrora. E deixa obsoleta a personalidade anteriormente construida.
A diferença entre o erro e o acerto é nada mais do que o ponto de vista previamente elaborado, alguns dos quais já foram dilacerados pelos ventos do tempo. Este puto tempo que estimula metamorfoses, e te torna intragável aos olhos de si mesmo, te obrigando a buscar os pedaços do seu eu que se espalharam pelo caminho. Tempo que destruiu tua blindagem de cristal, e mostrou pra você o que você nunca achou que existisse em seu interior.
A personalidade forte ñ é invencivel, pasmem, meus caros amigos. Eu mesma se sinto proxima da derrota, o que me deixa muito pronta para questionar as diretrizes da minha forma de viver. Talvez ai esteja a salvaçao. Seres humanos sao adaptaveis, ñ deveria ser tao dificil render-se ao modo de vida da grande massa humana que vaga pela terra, aspira coisas simples e se conforma com o previsivel. Mas eu, como sou, afirmo ser torturante submeter-se a isto.
O tempo refaz os motivos e desfaz os impossiveis. Ele molda em você algo que a antiga forma ñ deixou espaço o suficiente pra você possuir: maturidade.
Talvez eu esteja amadurecendo. Ou talvez eu esteja me perdendo.
E eu ñ sei com que coisa eu me importo mais.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Inside me.
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quinta-feira, 9 de junho de 2011
Velhice.
E essa crua verdade
É um bem contraditório.
Sentirás saudade
Do terno involtório
Da pueril vaidade
Indiscutivel fato simplório.
Varre longe os primórdios da idade
Enrugando um futuro inglório.
Postado por Moünna às 19:41 0 comentários
domingo, 5 de junho de 2011
Sarjeta
Sensível vejo-me ao espelho
Me toco, me sinto e estremeço
Bela com um sorriso não usual
Terrível como um publico tropeço.
Oculto o rosto, indesejado véu
Exponho o corpo ao teu sexo cruel
Vivo a dor, adocicada como mel
Na sarjeta úmida, me desfaço feito papel.
Aceito ouro pelo rude aluguel
Da minha humanidade
Meu simbólico féu
Sorvido sem fôlegos e com brutalidade
O destino se esmiúça
Meu balé impar se descortina
Em meus olhos aviva e aguça
A canção triste que soa sem rima.
E a mim mesma me vejo na luta
Moldada em aço
Criada em pedra bruta
Pelo torpe sabor do que faço.
Postado por Moünna às 15:40 0 comentários
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Amante Muda

Não sou pura
Tampouco virginal
Sou a alma que cura as dores
Com prazer carnal.
Sou o veneno que interrompe tua castidade bruta
A foice faminta
Célebre e astuta
Que fala e não cala
Sussurra e não se escuta.
Sou eu, eu mesma e ninguém mais.
Sou a verdade da tua vontade
E dos deleites carnais
Sou apenas a mante muda e sem ideais.
O olhar que te desnuda
A boca que te incita
A mão que te procura.
Tua amante faminta.
Postado por Moünna às 21:09 1 comentários
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Vingança
Eu não quero ouvir suas lágrimas
Mas eu preciso sentir suas palavras
Preciso ver o seu medo
E beber a dor na sua voz
Eu não posso mais mudar as suas escolhas
Minha devoção é obsoleta para você
Eu não posso mais sorrir
Eu não posso sonhar como antes
O sonho está terminando e destruido
Minha mente não compreende a verdade
Para você eu sou apenas um alguém que se quebrou
Para mim você era como asas
Eu estarei aqui no final
Neste lugar, onde você perdeu a si mesmo
Para mostrar a você o que eu fiz.
Eu não te salvei.
Minha alma é livre na chuva escura
Eu estou envenenando as flores com o meu sangue
Dispersando em torno de você minha dor
Levando comigo a tua alma.
Postado por Moünna às 15:38 1 comentários

