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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

nonsense.

Apenas já não importa se voa ou caminha. Ou se apenas segue se arrastando em busca de um hoje que já se foi.
Nada jamais faz sentido até que nos dispomos a dar-lhe algum. Mas nesses termos, é ai onde mora a graça! Não saber costuma ser muito mais emocionante do que assegurar-se no previsivel e o previsivel é tão monótono! Nada melhor que aveturar-se em terras desconhecidas, lutando para que a jornada dure sempre mais e que no fim - ainda que não reste nenhum amanhã- você se sinta orgulhosa por ter tido o hoje e por fazer com que cada segundo dele valesse a pena.
Então não fazer sentido e não se proteger demais talvez seja a solução para não exigir muito de si mesmo. Cada queda ou arranhão vai ser motivo de uma boa história pra contar. E vai doer, mas como diria o Pequeno Príncipe: sempre corremos o risco de chorar um pouco quando nos deixamos cativar.
Um dia você vai achar o sentido em não fazer nenhum sentido e toda dor por fim terá um significado maior, e daquele mal você já não morre mais.

domingo, 10 de junho de 2012

feroz.

Cansei de pensar no subjetivo
Idolatrar o destrutivo
E perecer no diminutivo.

Cansei de olhar pra trás
Ou não querer nada mais
De redefinir meus ideiais.

Cansei de não mais ser aquela pessoa
Que raramente era boa
Mas era forte como uma leoa.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Inside me.

Seria simples se eu pudesse explicar estes picos de insegurança com os quais eu ñ tenho certeza de poder lidar. Eu apenas faria uma auto avaliaçao e tudo estaria resolvido. Eu ñ sou tao intransigente que ñ conheça meus proprios defeitos, eu só desconheço as causas deles.

Eu tenho a necessidade de ser catalogada pelas pessoas que estao perto de mim. Eu sei que elas podem ajudar. As vezes ouvir sobre você, abre seus olhos pra você mesmo.

O tempo mudou a maior parte das minhas aspiraçoes, tornando fáceis as dificuldades de antes e dificultando as facilidades de outrora. E deixa obsoleta a personalidade anteriormente construida.

A diferença entre o erro e o acerto é nada mais do que o ponto de vista previamente elaborado, alguns dos quais já foram dilacerados pelos ventos do tempo. Este puto tempo que estimula metamorfoses, e te torna intragável aos olhos de si mesmo, te obrigando a buscar os pedaços do seu eu que se espalharam pelo caminho. Tempo que destruiu tua blindagem de cristal, e mostrou pra você o que você nunca achou que existisse em seu interior.

A personalidade forte ñ é invencivel, pasmem, meus caros amigos. Eu mesma se sinto proxima da derrota, o que me deixa muito pronta para questionar as diretrizes da minha forma de viver. Talvez ai esteja a salvaçao. Seres humanos sao adaptaveis, ñ deveria ser tao dificil render-se ao modo de vida da grande massa humana que vaga pela terra, aspira coisas simples e se conforma com o previsivel. Mas eu, como sou, afirmo ser torturante submeter-se a isto.

O tempo refaz os motivos e desfaz os impossiveis. Ele molda em você algo que a antiga forma ñ deixou espaço o suficiente pra você possuir: maturidade.

Talvez eu esteja amadurecendo. Ou talvez eu esteja me perdendo.
E eu ñ sei com que coisa eu me importo mais.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Velhice.


Mocidade é algo transitorio
E essa crua verdade
É um bem contraditório.
Sentirás saudade
Do terno involtório
Da pueril vaidade
Indiscutivel fato simplório.
Varre longe os primórdios da idade
Enrugando um futuro inglório.


domingo, 5 de junho de 2011

Sarjeta



Sensível vejo-me ao espelho

Me toco, me sinto e estremeço
Bela com um sorriso não usual
Terrível como um publico tropeço.

Oculto o rosto, indesejado véu
Exponho o corpo ao teu sexo cruel
Vivo a dor, adocicada como mel
Na sarjeta úmida, me desfaço feito papel.

Aceito ouro pelo rude aluguel
Da minha humanidade
Meu simbólico féu
Sorvido sem fôlegos e com brutalidade

O destino se esmiúça
Meu balé impar se descortina
Em meus olhos aviva e aguça
A canção triste que soa sem rima.

E a mim mesma me vejo na luta
Moldada em aço
Criada em pedra bruta
Pelo torpe sabor do que faço.