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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

aceite-se.

E se o tempo não puder te dizer o que é certo ou errado, apenas arrisque ser aquilo que te faz bem. E confie que ser verdadeiro no que se sente vale muito mais do que fingir não sentir nada.

Haverá momentos em que o choro vai manchar seu rímel até te desfigurar, que os soluços vão embargar sua voz até não restar mais nada a ser dito... mas dentro, na sua essência  você vai ter certeza que todo sofrimento é bem vindo na hora de amadurecer.

Aceitar-se não é fácil, amar-se é ainda mais difícil  mas nesse universo canibal, bem ou mal, você é tudo o que lhe resta.

sábado, 1 de setembro de 2012

sal.


Estava árido, o coração da menina
Que cansado de crer apenas esperava
Mudanças vindas numa chuva fina.

Estava árido como uma planície de sal
Já sem ternos ventos de outono
Ou flocos de neve num calor infernal.

E se alguma tormenta sobre ela se abatia
Bom ou ruim lavava dela a apatia
E como era bom deixar-se levar!

Um retrocesso ao tempo das flores
Onde em meio às cantorias e festivais de cores
Fazia-se ela refém das alegrias

E mesmo que passassem, era ideal...
Para ela guardadas como marcas no cristal.
Como pegadas fundas em seu deserto de sal.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

nonsense.

Apenas já não importa se voa ou caminha. Ou se apenas segue se arrastando em busca de um hoje que já se foi.
Nada jamais faz sentido até que nos dispomos a dar-lhe algum. Mas nesses termos, é ai onde mora a graça! Não saber costuma ser muito mais emocionante do que assegurar-se no previsivel e o previsivel é tão monótono! Nada melhor que aveturar-se em terras desconhecidas, lutando para que a jornada dure sempre mais e que no fim - ainda que não reste nenhum amanhã- você se sinta orgulhosa por ter tido o hoje e por fazer com que cada segundo dele valesse a pena.
Então não fazer sentido e não se proteger demais talvez seja a solução para não exigir muito de si mesmo. Cada queda ou arranhão vai ser motivo de uma boa história pra contar. E vai doer, mas como diria o Pequeno Príncipe: sempre corremos o risco de chorar um pouco quando nos deixamos cativar.
Um dia você vai achar o sentido em não fazer nenhum sentido e toda dor por fim terá um significado maior, e daquele mal você já não morre mais.

domingo, 10 de junho de 2012

feroz.

Cansei de pensar no subjetivo
Idolatrar o destrutivo
E perecer no diminutivo.

Cansei de olhar pra trás
Ou não querer nada mais
De redefinir meus ideiais.

Cansei de não mais ser aquela pessoa
Que raramente era boa
Mas era forte como uma leoa.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Inside me.

Seria simples se eu pudesse explicar estes picos de insegurança com os quais eu ñ tenho certeza de poder lidar. Eu apenas faria uma auto avaliaçao e tudo estaria resolvido. Eu ñ sou tao intransigente que ñ conheça meus proprios defeitos, eu só desconheço as causas deles.

Eu tenho a necessidade de ser catalogada pelas pessoas que estao perto de mim. Eu sei que elas podem ajudar. As vezes ouvir sobre você, abre seus olhos pra você mesmo.

O tempo mudou a maior parte das minhas aspiraçoes, tornando fáceis as dificuldades de antes e dificultando as facilidades de outrora. E deixa obsoleta a personalidade anteriormente construida.

A diferença entre o erro e o acerto é nada mais do que o ponto de vista previamente elaborado, alguns dos quais já foram dilacerados pelos ventos do tempo. Este puto tempo que estimula metamorfoses, e te torna intragável aos olhos de si mesmo, te obrigando a buscar os pedaços do seu eu que se espalharam pelo caminho. Tempo que destruiu tua blindagem de cristal, e mostrou pra você o que você nunca achou que existisse em seu interior.

A personalidade forte ñ é invencivel, pasmem, meus caros amigos. Eu mesma se sinto proxima da derrota, o que me deixa muito pronta para questionar as diretrizes da minha forma de viver. Talvez ai esteja a salvaçao. Seres humanos sao adaptaveis, ñ deveria ser tao dificil render-se ao modo de vida da grande massa humana que vaga pela terra, aspira coisas simples e se conforma com o previsivel. Mas eu, como sou, afirmo ser torturante submeter-se a isto.

O tempo refaz os motivos e desfaz os impossiveis. Ele molda em você algo que a antiga forma ñ deixou espaço o suficiente pra você possuir: maturidade.

Talvez eu esteja amadurecendo. Ou talvez eu esteja me perdendo.
E eu ñ sei com que coisa eu me importo mais.