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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Brisa.



Foi numa lufada de ar
Que se originou
A brisa a vagar
Que tantas flores visitou

E ao passar por mim
E me intoxicou
Alfazema e jasmin
Um turbilhão em dor

E imaginei por onde andou
Um vento que boemio
Tanta flor tocou
E por ai seguiu

Tantos jardins a tocar
Em outras minas se uniu
E rumou pro mar
E em minha voz
Com clareza e emoção
Não permito que essa brisa
Passe em vão.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

aceite-se.

E se o tempo não puder te dizer o que é certo ou errado, apenas arrisque ser aquilo que te faz bem. E confie que ser verdadeiro no que se sente vale muito mais do que fingir não sentir nada.

Haverá momentos em que o choro vai manchar seu rímel até te desfigurar, que os soluços vão embargar sua voz até não restar mais nada a ser dito... mas dentro, na sua essência  você vai ter certeza que todo sofrimento é bem vindo na hora de amadurecer.

Aceitar-se não é fácil, amar-se é ainda mais difícil  mas nesse universo canibal, bem ou mal, você é tudo o que lhe resta.

sábado, 1 de setembro de 2012

sal.


Estava árido, o coração da menina
Que cansado de crer apenas esperava
Mudanças vindas numa chuva fina.

Estava árido como uma planície de sal
Já sem ternos ventos de outono
Ou flocos de neve num calor infernal.

E se alguma tormenta sobre ela se abatia
Bom ou ruim lavava dela a apatia
E como era bom deixar-se levar!

Um retrocesso ao tempo das flores
Onde em meio às cantorias e festivais de cores
Fazia-se ela refém das alegrias

E mesmo que passassem, era ideal...
Para ela guardadas como marcas no cristal.
Como pegadas fundas em seu deserto de sal.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

nonsense.

Apenas já não importa se voa ou caminha. Ou se apenas segue se arrastando em busca de um hoje que já se foi.
Nada jamais faz sentido até que nos dispomos a dar-lhe algum. Mas nesses termos, é ai onde mora a graça! Não saber costuma ser muito mais emocionante do que assegurar-se no previsivel e o previsivel é tão monótono! Nada melhor que aveturar-se em terras desconhecidas, lutando para que a jornada dure sempre mais e que no fim - ainda que não reste nenhum amanhã- você se sinta orgulhosa por ter tido o hoje e por fazer com que cada segundo dele valesse a pena.
Então não fazer sentido e não se proteger demais talvez seja a solução para não exigir muito de si mesmo. Cada queda ou arranhão vai ser motivo de uma boa história pra contar. E vai doer, mas como diria o Pequeno Príncipe: sempre corremos o risco de chorar um pouco quando nos deixamos cativar.
Um dia você vai achar o sentido em não fazer nenhum sentido e toda dor por fim terá um significado maior, e daquele mal você já não morre mais.

domingo, 10 de junho de 2012

feroz.

Cansei de pensar no subjetivo
Idolatrar o destrutivo
E perecer no diminutivo.

Cansei de olhar pra trás
Ou não querer nada mais
De redefinir meus ideiais.

Cansei de não mais ser aquela pessoa
Que raramente era boa
Mas era forte como uma leoa.